BLOG DA MAGIA

ESPADA FLAMEJANTE E A SUBIDA DA SERPENTE


A Espada Flamejante e a Subida da Serpente Yesod, Hod e Netzach no Fogo Secreto

Vamos examinar o relacionamento entre os Sephiroth da Árvore da Vida e o Fogo Secreto, e o impacto de duas esferas em particular que governam o sistema nervoso, o despertar psíquico prematuro e o poder sexual. A elevação do poder psíquico de Malkuth afeta não só os pés e o períneo, mas também deslancha uma resposta das supra-renais acima dos rins. Essa resposta é acompanhada, frequentemente, de um impulso de energia, pois estas glândulas são a sede de nossa resposta: “lutar ou fugir”. Elas são também órgãos sexuais secundários e, com a energia descendo para entrar na base da espinha (também um centro de Malkuth) antes de se elevar pela coluna espinhal e energizar todo o corpo, ela estimula também os nervos e agregados psíquicos associados a Yesod e Netzach. São a partir deste estímulo que são experimentadas imagens, fantasias, poder e agressividade sexual, e consciência psíquica, às vezes chegando à esquizofrenia e à psicose. Um calor intenso e um senso de purgação, também podem ser experimentados em consequência. Quando a energia alcança a área de Hod, ou Mercúrio, geralmente antes de Netzach, mas nem sempre, diz-se que ela está seguindo o Caminho da Serpente. Esse Caminho é ilustrado por uma Serpente subindo a Árvore da Vida, revertendo a direção da descida do Flash do Relâmpago. Quando isto ocorre, o Fogo Secreto desperta a mente para as possibilidades e estruturas mágicas, mas sem o poder. O Fogo pode estimular o cérebro e acelerar os padrões de pensamento, percepção e associação, mas com freqüência este estado é expresso por meio de um excesso de conversa e verbalização, ou é direcionado para o centro da garganta. Se a energia não for utilizada, mas for direcionada para seu Caminho de Volta para cima, surge então um verdadeiro problema: como dirigir a vontade e a consciência de uma forma específica para criar um caminho para que a energia possa fluir. Estes caminhos são construções mentais e astrais, ou símbolos, usados nos ritos mágicos, religiosos e esotéricos. O principal caminho, ou mapa usado, para direcionar o Fogo Secreto é o caduceu de Mercúrio. Nele, as serpentes gêmeas se entrelaçam ao redor da coluna central, enquanto elas próprias formam dois lados ou colunas de apoio, culminando num topo alado, ou coroa, com o formato de cone, ou a glândula pineal. Quando a energia alcança este ponto da Coroa, ela confere a iluminação, a Consciência Cósmica e pode ser direcionada para uma atividade espiritual ainda maior, ou para a manifestação material ou psíquica. Esta energia, ou luz, é como os raios do sol (Tiphereth) sendo divididos em inúmeros raios do espectro (Netzach) com o uso de filtros óticos (Hod). Em Hod não só criamos, mas também limpamos qualquer filtro mental existente, para que a energia elevando-se de volta para sua fonte possa ser apropriadamente identificada e experimentada como ela é, antes de ser harmonizada num único raio de luz em Netzach. Porém, mesmo depois da harmonização, a energia pode não ser necessariamente mandada de volta para Tiphereth. Se for deixada por sua própria conta, ela provavelmente irá para lá, pois esta é sua inclinação natural. Um súbito afluxo de poder e energia pode gerar um fortalecimento dos mundos astrais recentemente vivificados, dos quais Netzach é o cume simbólico. A carta da Morte, que governa o Caminho entre Netzach e Tiphereth significa a tarefa do iniciado neste estágio da jornada, e do sacrifício que lhe aguarda. Somente perdendo sua individualidade, ou por meio da ‘morte’, as forças separadas sob a direção de Netzach podem se combinar para levar o iniciado para o adeptado. O reverso também é verdade, em certo sentido, pois é deixando o coletivo para trás, que o indivíduo nasce o verdadeiro indivíduo de Tiphereth. Isto sugere que a genuína iniciação só pode ocorrer quando não formos mais dependentes do poder coletivo de uma egrégora para nosso senso de proteção, propósito e iluminação. O útero astral aquoso de Yetzirah deve ser abandonado, em favor do mundo seco da vida material de Malkuth ou da renovação espiritual de Tiphereth. Junto com as serpentes entrelaçadas do caduceu, encontramos implícito no simbolismo os chakras, ou centros psíquicos, sobre os quais o Fogo Secreto atua em sua jornada. Estes centros expressam modos de consciência, locais de poder físico e psíquico, e estão relacionados de várias formas com os sistemas nervoso e endócrino, como já vimos. No esoterismo ocidental, existem vários métodos de expressar estes centros psíquicos. Um deles é o uso dos nomes dos planetas, ou chakras mundanos, como são chamados, em associação com os Sephiroth. Nesse caso, os planetas seguem a descida de mezla, ou Energia Divina, ao longo da Árvore da Vida, sendo colocados em lugares correspondentes no corpo humano. Kether, Hockmah e Binah estão na cabeça; Chesed, Geburah e Tiphereth estão na parte superior do tórax e nos ombros; Netzach, Hod e Yesod nos quadris e nos órgãos sexuais, com Malkuth localizado nos pés. Isto funciona bem como uma ajuda mnemônica e para os exercícios conhecidos como a Espada Flamejante e a Elevação da Serpente, mas não é muito útil quando estamos atribuindo poderes planetários a órgãos específicos, como na alquimia. Outro conjunto de atributos é simplesmente tomar a Coluna Central e aplicar suas correspondências Elementais, como apresentadas por Regardie em “A Verdadeira Arte de Curar”, ou as correspondências planetárias mais conhecidas, como ele apresenta em seu livro A Coluna Central. Dentro desta mesma linha, não é raro a aplicação do conjunto ascendente dos tattwas hindus, ou 26 signos Elementais de uma forma ascendente em cada uma das encruzilhadas e esferas na coluna central da Árvore da Vida. Apesar de nenhum dos sistemas acima ser perfeito para designar os centros de força psíquica, cada qual funciona em sua própria área particular e, como tal, seria melhor simplesmente aceitar os símbolos dados para cada exercício sem tentar criar uma ‘grande síntese’ que vai parecer ótima, mas que será incômoda ou inútil para propósitos práticos. Examinando a subida da energia de um ponto de vista mais ocidental, é possível visualizar os centros psíquicos não como órgãos singulares e específicos, mas em vários casos como um conjunto de órgãos atuando de forma harmônica. Os estudantes de práticas esotéricas orientais reconhecerão que o sistema da Nova Era de sete chakras ordenados com esmero numa escala cromática ascendente, não é facilmente encontrado na yoga ou no tantra. Em vez disto, o que é encontrado, é justamente a mesma contradição e confusão existente na síntese moderna dos sistemas esotéricos ocidentais. O uso de um sistema de cinco, seis ou sete centros psíquicos depende do sistema que está sendo praticado. A adição ou subtração de um centro particular só tem importância em relação aos detalhes daquela prática particular e de seus objetivos. Portanto, quando examinamos os centros psíquicos como realidades objetivas, entramos num mundo perigoso. Em vez disto, precisamos olhar os centros em termos de função e relacionamento mútuo. Se num exercício notamos que as atividades de um centro não são limitadas aos pés, tórax, órgãos sexuais, ou cabeça, então nós realmente entramos numa compreensão mais profunda daqueles locais de energia. Se descobrirmos que outros órgãos estão sendo estimulados também, então vamos perceber que começamos a passar de um relacionamento estritamente simbólico e mental com os centros psíquicos para um relacionamento pessoal e experimental. Essa transição para a experiência pessoal é o verdadeiro significado de desenvolvimento, e não simplesmente os pacotes arrumados e confortáveis de fatos e informações ocultas oferecidos em intermináveis tabelas de correspondências. Na Golden Dawn apresenta-se um grupo de correspondências para quatro dos principais centros psíquicos usando atribuições kerubicas. O centro raiz foi atribuído ao Bezerro das Revelações; o centro sexual ao Anjo; o Plexo Solar ao Leão; e a Águia ao coração. Nenhuma correspondência foi dada para os outros centros. Usando este exemplo como uma base para discussão e experimentações, gostaríamos de sugerir em vez dela a seguinte lista como uma alternativa mais eficiente. 1º Touro ou Saturno [12] ou Lua [13] com Fogo no Coração. 2º Águia ou Júpiter ou Mercúrio com Água no fígado. 3º Leão ou Marte ou Vênus com Terra nos pulmões. 4º Anjo ou Vênus ou Sol com Ar na bexiga. 5º Espírito ou Mercúrio ou Marte. 6º Lua ou Júpiter. 7º Sol ou Saturno. Isto sugere que a ordem dos planetas nas esferas é muito relativa aos estados de consciência do estudante, e que as correspondências no momento de nossa descida à consciência material pode ser diferente da ordem durante nossa re-ascensão à Eternidade. Se levarmos em consideração o que os alquimistas dizem a respeito de Saturno, que ele é o começo e o fim do Trabalho, então este rearranjo dos centros pode ser verdadeiro. A ideia básica dos quatro centros (genitália, umbigo, coração e cabeça) é usada com títulos obtidos do Livro do Apocalipse de São João. Genitália 1º e 2º centros – O Falso Vidente Umbigo 3º centro – O Dragão Vermelho Coração 4º centro – A Besta Cabeça 5º, 6º e 7º centros – A Cruz, O Cordeiro, O Espiritualmente Sábio, e Iluminação do Conquistador. A ordem dos planetas é dada com Saturno na base, Lua na Coroa, da forma cabalista direta, com uma escala de cores com pequenas diferenças da usual: amarelo e pedaços de branco (Saturno), azul claro (Júpiter), vermelho (Marte), verde (Sol), azul escuro/índigo (Vênus), laranja-amarelo (Mercúrio), violeta, opalescente prateado (Lua). Cada centro também está associado com um signo do zodíaco, um selo no grande pergaminho, e um dos Quatro Cavaleiros do Apocalipse. Os outros cinco signos do zodíaco são atribuídos aos Elementos e ao Espírito. O problema apresentado pelo Livro do Apocalipse, é que se ele representa um padrão de iniciações interiores progressivas ligadas à experiência última do Fogo Secreto, ele está escrito numa forma altamente simbólica. Muitas das chaves para estes símbolos podem ter uma origem muito local e num período específico, demandando considerável pesquisa voltada ao 1º século da era gnóstica, relacionada com as práticas cristãs, grego-romanas e da Merkavah. Não queremos dizer com isto que este problema seja insolúvel, mas que em sua solução devemos pesar custos e benefícios. Foi para ajudar aqueles que julgam que isto é possível, que as chaves acima foram apresentadas. Para este ensaio, porém, o problema apresenta mais perguntas do que chifres na cabeça da “Besta”, para as quais não temos respostas imediatas. As respostas podem estar em algumas das escolas mais antigas e menos acessíveis da cabala cristã encontradas na ortodoxia oriental, mais do que nos cabalistas cristãos de Roma, porque eles estão mais focalizados no Evangelho de João, e não perderam completamente sua tendência mística, nem o uso de símbolos para a Iluminação.

TFA.'.

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