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O Nome de D´us


O NOME de D´US

O livro da Gênesis começa com as palavras: “No principio Deus criou o céu e a terra”. A cabala, porém, tem uma revelação surpreendente sobre a criação. Ela diz que a força cósmica imanente, onisciente, onipotente e eterna que identificamos como Deus não criou o universo. Na verdade Deus, o ser supremo que de tudo emana, nunca é mencionado na Bíblia.

O hebraico original, língua em que o Gênesis foi escrito, utiliza as seguintes palavras transliteradas para descrever a criação: “Berashith Bera Elohim....” cujo significado é: No princípio, Deus criou...” O nome de Deus usado nessa frase é Elohim. Mas Elohim não é Deus. O verdadeiro nome de Deus é Ain Soph e esse nome não aparece nas escrituras.

A cabala ensina que Ain Soph emanou Elohim para que essa força emanada criasse o universo.

A criação de Ain Soph foi indireta pois sua energia era muito intensa e poderosa e precisava ser “diluída” para realizar a criação.

Portanto Elohim o “Deus” mencionado no Gênesis é uma criação de Ain Soph e não um “Deus” no sentido cósmico da palavra.

Ao longo da bíblia, Deus recebe inúmeros títulos, como Deus, Senhor, Senhor Deus, e outros semelhantes. No hebraico original, encontramos nomes específicos para a Divindade, como Elohim, Eheieh, Adonai e Tetragrammaton ou Yaweh. Esse último, frequente é erroneamente pronunciado “Jehovah”, é tão sagrado que os judeus praticantes nunca o pronunciam. Ele é conhecido como o nome de Deus de quatro letras, daí o termo grego TETRAGRAMMATON, que significa literalmente o “grande nome de quatro letras”. Antigamente ele era pronunciado uma única vez por ano, pelo sumo sacerdote, no santo dos santos do templo.

Cada nome ou título especifico de Deus se refere a uma qualidade ou a um conjunto de qualidades específicas da força Criadora Suprema.

A cabala oferece uma descrição bem detalhada da criação. Conforme essa descrição, antes que Ain Soph decidisse manifestar a sua essência através da criação, somente a Luz preenchia todo o vazio. Na verdade, existe um aspecto ainda maior de Ain Soph, conhecido apenas como Ain, ou o ilimitado, que precede a Luz de Ain Soph. Ain é a energia indiferenciada, puro pensamento, onde não existe nada além da consciência sublime. Ain expressava essa consciência como Luz de Ain Spoh.

Mas Ain Soph sabia que, sendo o Todo, precisava restringir sua luz para manifestar sua essência. Por isso, ele criou um vácuo dentro de sim mesmo, e por esse espaço vazio projetou um único raio da sua luz, que ficou conhecido como Ain Soph Aur. O raio de luz atravessou o vácuo numa serie de dez círculos ou esferas concêntricas, que mais tarde foram chamadas de sephiroth. A soma das sephiroth era a entidade Divina chamada Elohim. Assim, podemos dizer que as sephiroth criaram o universo.

As dez sephiroth são conhecidas conjuntamente na cabala como a Arvore da Vida. Mas a luz de Ain Soph ainda era mais forte para se manifestar no mundo material. Então Ain Soph repetiu o processo quatro vezes. Cada grupo de sephiroth era mais fraco que o precedente. A cabala os conhece como os quatro mundos.

O primeiro mundo é Atziluth ou o Mundo da Emanação; o segundo é Briah, ou Mundo da Criação; o terceiro é Yetzirah, ou Mundo da Formação; e o quarto é Assiah, ou o Mundo da Ação. Esse ultimo corresponde ao universo físico como o conhecemos.

Os quatro mundos foram emanados porque o poder de Ain Soph é tão incompreensivelmente imenso que uma distancia incomensurável deve necessariamente separá-lo de nós. Para conservar nossa identidade independente no mundo material, Assiah precisamos existir a uma distancia incalculável de Ain Soph, ou seríamos aniquilados.

Cada um desses mundos é composto de uma Arvore da Vida com as suas dez sephiroth correspondentes.

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